segunda-feira, 1 de março de 2010

Poemas das histórias épicas. "À descoberta da personalidade"

Fui até ao poço
Procurar conhecimento,
Mal sabia eu o preço
Para tal talento.
Tentei encontrar prazer,
Mas depois descobri
O que estava a fazer
Àquele que feri.
Levantei então
A minha mão,
Expus o meu coração
Que rugiu como um trovão.
A raiva,
A tristeza.
Nada me amainava,
Nem mesmo a esperteza.
Foi então que a glória
E a entropia,
Que me trouxeram à memória
Aquilo que sentia.
Salvei-me por hoje.
Terei que esperar por amanhã,
Que a minha mente sã
Se mantenha por todo o sempre.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Poemas das histórias épicas. "Luz descendente"

Iluminado ser,
Sobre mim te encontras.
Sobre o meu querer
E contra o mal tu defrontas.

A tua aura,
O teu halo.
Que me põe de fora.
E nele me entalo.

Os teus enviados,
Numa onda de calor.
São seres alados calados.
Que descem com fervor.

Sol que te encontras no alto,
Curva-te perante ele,
Aquele que está acima do asfalto
E que se transparece na tua pele.

Aí vem sem aviso.
Sobre o meu querer.
Na sua presença eu friso.
E por ele vou arder.

A luz!
Oh sol incrédulo,
Que me seduz,
É a luz.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Poemas das histórias épicas. "Aquele que é sábio"

Quer seja mítico ou mágico.
Belo ou deslumbrante.
Antárctico ou árctico.
Excepcional ou impressionante.
A emoção e o sentimento não são iguais.
São parceiros.
São ideais.
Nunca pertencem a deuses archeiros.
Nem Vénus.
Nem Cupido.
Nem por mil infernos.
Me darei por vencido.
Vou conquistar.
Vou destruir.
Vou renovar.
E reconstruir.
Quando olhares para mim.
Verás.
Sentidos de querubim.
Nada contra mim armarás.
Não há inimigo.
Não há herói destemido.
Nem vou esperar.
Para alguém me salvar.
Fui traído.
Fui atraído.
Para a boca do perdido.
Agora tenho de ser destemido.
E o épico vai terminar.
Como uma história que deslumbra os parvos.
Vai escassear.
E mais uma vez deslumbrei os parvos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Respiração suspensa.

Uma gaivota sobe para o céu
Em direcção ao azul,
Num mar aéreo,
Direito ao Sul.

Uma beleza extrema,
Que como uma lâmina
Corta a minha respiração.

Em adoração àquela beleza,
O ar rasga em ventos frios
Com cheiro a mar,
Cheio de surpresa.

Em branco envolvente,
Espirais de força,
Explosão de sentimentos,
Alegria e jubilo

Um quadro guarnecido pelos anjos,
Beleza interdita a mortais,
Calor do Sol
E frio do Mar.
Diz não ao preconceito.
Luta contra a fobia da diferença.
Aceita a todos e ama-os, independentemente da cor, religião, escolha politica, sexo, orientação sexual e idade.
Porque no fundo, somos todos fracos e não somos nada sem os outros.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A. uma nova experiência outra vez.

Vozes no meu ser interior,
Tento imaginar como seria,
Como poderia ser.
Será que eu via?

Tenta comigo,
Uma vez mais,
Só numa réstia esperança,
De ver como vejo.

A beleza do seu ser,
Os lábios da linha do horizonte.
Cada olhar,
Cada respirar.

Como espuma das ondas,
Que batem nos recifes da minha alma.
Cores e vida,
Florescem no meu interior.

Algo à muito perdido,
Um novo amor.
Clamor e sopro
Dos vendavais.

Ver-te e sentir-te,
Sem nunca te tocar,
De longe a sentir a proximidade,
Sem nunca findar.

Que confusão -.-'

Metade Lua metade Sol,
Já não sei o que pensar,
Estou apaixonado... Uma vez mais.

Estou a enlouquecer?
Nem sei o que responder a isso.

Se me perguntarem.
Digo que sim.