sábado, 16 de julho de 2011

Sobre o que escrevi da comparação entre circo e governo, tenho de pedir as minhas sinceras desculpas aos muitos circos honestos e trabalhadores que merecem o dinheiro que recebem todos os anos e que merecem realmente existir para todo o sempre.
Quantos a vocês lá do governo... sentiram-se ofendidos? Temos pena. Ou não... não mesmo.
Muitos filósofos pensam no pensamento humano como uma orquestra organizada que sabe desempenhar quase sempre bem o seu papel, pois eu acho que estes filósofos deviam parar de pensar no que os outros estão a pensar e pensar mais no que eles próprios estão a pensar.
Porque amigos... a nossa mente é mais como uma feira popular cheia de barulho, alegria e tristeza do que uma monofónica orquestra organizada que só consegue exprimir um sentimento de cada vez.
O que é um circo?

Ora, uns podem dizer que é um meio de ver coisas surpreendentes ou escandalosas que não se vêm em mais nenhum sitio do mundo, outros podem dizer que é um grupo de palhaços que engendraram uma maneira de criar seguidores e fãs atraves da sua infindavel ignorância. Têm todos razão... mas deixem-me adicionar algumas coisas:

-É uma organização onde só uma selecção de pessoas podem entrar (ou porque são da família, ou porque são amigos ou ainda porque realmente são talentosas).

-O seu valor encontra-se no preço. qualidade, acessibilidade, localidade e garantia de um bom espetáculo.

-Normalmente há muitos animais.

-Em tempos de crise fazem trinta por uma linha para vender, mesmo que seja ilegal.

Isto tudo não vos é familiar?. Não são nestes valores que os nossos governos contemporâneos desempenham as suas obrigações?

Estes filhos duma -vocês sabem bem o quê- agarraram naquilo que os nosso antepassados construiram com muio suor e sangue para poderem desempenhar as mais vergonhosas assembleias e palhaçadas... perdão... assembleias que são uma verdadeira palhaçada, para poderem ter votos.

Votos=garantia de melhor salário.

FIM

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ao descer a rua vi.
La ao longe vivi,
Perto do fruto cobiçado e desejado.
Alguns disseram ser proibido.

Permitido e provido
De sonhos e de outrem.
E la estava
Para além.

A maçã do saber,
A romã das estações,
O fruto da paixão
E o florescer do ser.

Peguei, comi,
Gostei e repeti.
Retirei, mordi,
Saboreei e pedi mais.

Mordisquei carinhosamente
Mas de repente,
Ansiosamente,
Comi de rompante.

O prazer.
O final.
A recordação
Cravada no coração.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Poemas das histórias épicas. "À descoberta da personalidade"

Fui até ao poço
Procurar conhecimento,
Mal sabia eu o preço
Para tal talento.
Tentei encontrar prazer,
Mas depois descobri
O que estava a fazer
Àquele que feri.
Levantei então
A minha mão,
Expus o meu coração
Que rugiu como um trovão.
A raiva,
A tristeza.
Nada me amainava,
Nem mesmo a esperteza.
Foi então que a glória
E a entropia,
Que me trouxeram à memória
Aquilo que sentia.
Salvei-me por hoje.
Terei que esperar por amanhã,
Que a minha mente sã
Se mantenha por todo o sempre.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Poemas das histórias épicas. "Luz descendente"

Iluminado ser,
Sobre mim te encontras.
Sobre o meu querer
E contra o mal tu defrontas.

A tua aura,
O teu halo.
Que me põe de fora.
E nele me entalo.

Os teus enviados,
Numa onda de calor.
São seres alados calados.
Que descem com fervor.

Sol que te encontras no alto,
Curva-te perante ele,
Aquele que está acima do asfalto
E que se transparece na tua pele.

Aí vem sem aviso.
Sobre o meu querer.
Na sua presença eu friso.
E por ele vou arder.

A luz!
Oh sol incrédulo,
Que me seduz,
É a luz.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Poemas das histórias épicas. "Aquele que é sábio"

Quer seja mítico ou mágico.
Belo ou deslumbrante.
Antárctico ou árctico.
Excepcional ou impressionante.
A emoção e o sentimento não são iguais.
São parceiros.
São ideais.
Nunca pertencem a deuses archeiros.
Nem Vénus.
Nem Cupido.
Nem por mil infernos.
Me darei por vencido.
Vou conquistar.
Vou destruir.
Vou renovar.
E reconstruir.
Quando olhares para mim.
Verás.
Sentidos de querubim.
Nada contra mim armarás.
Não há inimigo.
Não há herói destemido.
Nem vou esperar.
Para alguém me salvar.
Fui traído.
Fui atraído.
Para a boca do perdido.
Agora tenho de ser destemido.
E o épico vai terminar.
Como uma história que deslumbra os parvos.
Vai escassear.
E mais uma vez deslumbrei os parvos.